Maria Enoy Brito dos Santos
A escola como instituição organizada para formar o individuo para o exercício da cidadania, torna-se cada vez mais espaço de produção de fracassos e de formação precária, fato que prejudica as crianças e jovens a se apossarem do legado cultural, dos conhecimentos acumulados pela humanidade.
BOSSA (2002, p. 18) apud Cordié (1996, p. 17): “o fracasso escolar é uma patologia recente. Só pôde surgir com a instauração da escolaridade obrigatória no fim do século XIX e tomou um lugar considerável nas preocupações de nossos contemporâneos, em conseqüência de uma mudança radial na sociedade.(...)”
A escola como espaço de interação humana agrega marcas da miséria social, especificamente a pública, onde os alunos ao adentrar no mundo da competitividade, concorre com os que dispõem de melhores e mais recursos.O processo ensino-aprendizagem está impregnado desta realidade.Gomes (2002,p.63) Apud (Cordié,, 1996, p.10), alerta que:
O fracasso escolar é uma questão complexa cuja causas são múltiplas e diversas uma estão ligadas à própria estrutura do sujeito, outras dependem dos acontecimentos. O fato de elas intrinsecarem e agirem umas sobre as outras não ajuda em nada a compreensão do fenômeno. O resultado disso é que cada um projeta seus fantasmas e inventa remédios para esse novo flagelo social. É culpa...do governo, da sociedade, da Educação Nacional, dos pais..., é preciso apenas... rever a pedagogia, aumentar as verbas,etc.
A citação evidencia que cada um dos segmentos da instituição escola atribui a culpa do fracasso escolar a diferentes questões. No entanto, é necessário a escola refletir sobre o seu papel enquanto espaço de convivência de aquisição e elaboração de conhecimentos. O professor deve avaliar refletindo sobre o seu ato didático, revendo sua postura e ainda, verificando se a família realmente está interessada no estudo dos seus filhos. Acompanhar suas dificuldades e valorizar seus avanços.
Assim, a escola local de troca de experiências, precisa considerar os ritmos de aprendizagem dos alunos, pois, existem os que aprendem com mais facilidade e os que são mais lentos. Tendo em vista que na realidade, este ó único espaço destinado a maioria da população onde se pode desenvolver o espírito critico e o respeito à dignidade humana.
Compreende-se que educadores e educandos são seres humanos concretos, sujeitos sociais, construtores de suas histórias. E a escola é o espaço de processo permanente de construção social. Nessa perspectiva, o sujeito apropria-se do espaço escolar e passa a assumir um papel especifico, diferente daquele que desempenha em casa. Nesse contexto, os sujeitos da escola articulam, dialogo, experiências e cultura em saberes. A sala de aula funciona:
[...] não como o corpo simples de alunos-e-professor, regidos por princípios igualmente simples que regram a chatice necessária das atividades pedagógicas. A sala de aula organiza sua vida a partir de uma complexa trama de relações de aliança e conflitos, de imposição de normas e estratégias individuais ou coletivas de transgressão, de acordos. A própria atividade escolar, como dar aula, fazer prova, era apenas um breve corte, no entanto poderoso e impositivo que interagia,determinava relações e era determinada pro relações sociais, ao mesmo tempo interna e externas aos limites da norma pedagógica. (BRANDÂO, 1986, , p. 121).
Ressalta-se que na relação professor aluno ocorre relações de troca de conhecimentos e de afetividade, nessa construção acontece uma influencia de um com o outro, interferindo, assim, nos comportamentos de cada um. Cada sala de aula é uma realidade diferente, mesmo sendo na mesma escola.
Nesse sentido, é mister vislumbrar um Projeto Político Pedagógico amplo que viabilize integrar os problemas pessoais e sociais com o objetivo de contribuir com a construção de cidadãos críticos. O processo de avaliação, contribui para a exclusão e com o aumento do número de crianças e jovens que não conseguem responder adequadamente às exigências escolares, constitui-se, portanto, um problema de isolamento e de fracasso.
“É importante ressaltar que os altos índices de fracasso escolar evidenciam a incapacidade da escola alcançar coletivamente resultados satisfatórios, porém, a repetência pode estar revelando que a escola desejada pelos alunos/as e suas familiar, pois, apesar de todas as dificuldades as crianças continuam tentando aprender e enquanto podem voltam às aulas, mesmo permanecendo muitos anos na mesma série. (ESTEBAN, 2001, p. 27).
É pertinente e necessário a escola ouvir os seus educandos para detectar qual a leitura que eles fazem dessa instituição, e, ainda, o professor pensar sobre sua prática pedagógica, os conteúdos disponibilizados são atrativos e significativos para os alunos?
O educando aprende quando de alguma forma esses conhecimentos tem um significado para ele, quando consegue interligar o que se aprende ao que já conhece. Trata-se de um processo de construção que exige pré-requisitos. O que leva a escola perceber que a aprendizagem implica em estabelecer um dialogo ente o conhecimento, o ser que ensina e o contexto cultural do aluno.
E necessário o professor planejar o conhecimentos significativos que possibilitem o dialogo com sua realidade aliada a uma postura pedagógica, pois, a intensidade do envolvimento nas aulas são fatores decisivos para aprendizagem do aluno.Desse modo, a escola necessita rever sua postura, como se organiza, como divide os tempos e espaços, e ainda, levar em conta a realidade e os anseios dos seus educandos.
Portanto, sugere-se que, educadores e educandos como sujeitos sócio-culturais que em convivência e na troca de experiências vão produzindo e elaborando uma cultura própria. Nesse sentido, a escola instituição dinâmica, deve valorizar a dimensão educativa para os objetivos explícitos da escola. E ainda, aprofundar o seu processo de humanização. O acesso ao conhecimento e as relações sociais, contribuindo para o desenvolvimento e aprimoramento dos sujeitos e de sua vida social.
A escola como instituição organizada para formar o individuo para o exercício da cidadania, torna-se cada vez mais espaço de produção de fracassos e de formação precária, fato que prejudica as crianças e jovens a se apossarem do legado cultural, dos conhecimentos acumulados pela humanidade.
BOSSA (2002, p. 18) apud Cordié (1996, p. 17): “o fracasso escolar é uma patologia recente. Só pôde surgir com a instauração da escolaridade obrigatória no fim do século XIX e tomou um lugar considerável nas preocupações de nossos contemporâneos, em conseqüência de uma mudança radial na sociedade.(...)”
A escola como espaço de interação humana agrega marcas da miséria social, especificamente a pública, onde os alunos ao adentrar no mundo da competitividade, concorre com os que dispõem de melhores e mais recursos.O processo ensino-aprendizagem está impregnado desta realidade.Gomes (2002,p.63) Apud (Cordié,, 1996, p.10), alerta que:
O fracasso escolar é uma questão complexa cuja causas são múltiplas e diversas uma estão ligadas à própria estrutura do sujeito, outras dependem dos acontecimentos. O fato de elas intrinsecarem e agirem umas sobre as outras não ajuda em nada a compreensão do fenômeno. O resultado disso é que cada um projeta seus fantasmas e inventa remédios para esse novo flagelo social. É culpa...do governo, da sociedade, da Educação Nacional, dos pais..., é preciso apenas... rever a pedagogia, aumentar as verbas,etc.
A citação evidencia que cada um dos segmentos da instituição escola atribui a culpa do fracasso escolar a diferentes questões. No entanto, é necessário a escola refletir sobre o seu papel enquanto espaço de convivência de aquisição e elaboração de conhecimentos. O professor deve avaliar refletindo sobre o seu ato didático, revendo sua postura e ainda, verificando se a família realmente está interessada no estudo dos seus filhos. Acompanhar suas dificuldades e valorizar seus avanços.
Assim, a escola local de troca de experiências, precisa considerar os ritmos de aprendizagem dos alunos, pois, existem os que aprendem com mais facilidade e os que são mais lentos. Tendo em vista que na realidade, este ó único espaço destinado a maioria da população onde se pode desenvolver o espírito critico e o respeito à dignidade humana.
Compreende-se que educadores e educandos são seres humanos concretos, sujeitos sociais, construtores de suas histórias. E a escola é o espaço de processo permanente de construção social. Nessa perspectiva, o sujeito apropria-se do espaço escolar e passa a assumir um papel especifico, diferente daquele que desempenha em casa. Nesse contexto, os sujeitos da escola articulam, dialogo, experiências e cultura em saberes. A sala de aula funciona:
[...] não como o corpo simples de alunos-e-professor, regidos por princípios igualmente simples que regram a chatice necessária das atividades pedagógicas. A sala de aula organiza sua vida a partir de uma complexa trama de relações de aliança e conflitos, de imposição de normas e estratégias individuais ou coletivas de transgressão, de acordos. A própria atividade escolar, como dar aula, fazer prova, era apenas um breve corte, no entanto poderoso e impositivo que interagia,determinava relações e era determinada pro relações sociais, ao mesmo tempo interna e externas aos limites da norma pedagógica. (BRANDÂO, 1986, , p. 121).
Ressalta-se que na relação professor aluno ocorre relações de troca de conhecimentos e de afetividade, nessa construção acontece uma influencia de um com o outro, interferindo, assim, nos comportamentos de cada um. Cada sala de aula é uma realidade diferente, mesmo sendo na mesma escola.
Nesse sentido, é mister vislumbrar um Projeto Político Pedagógico amplo que viabilize integrar os problemas pessoais e sociais com o objetivo de contribuir com a construção de cidadãos críticos. O processo de avaliação, contribui para a exclusão e com o aumento do número de crianças e jovens que não conseguem responder adequadamente às exigências escolares, constitui-se, portanto, um problema de isolamento e de fracasso.
“É importante ressaltar que os altos índices de fracasso escolar evidenciam a incapacidade da escola alcançar coletivamente resultados satisfatórios, porém, a repetência pode estar revelando que a escola desejada pelos alunos/as e suas familiar, pois, apesar de todas as dificuldades as crianças continuam tentando aprender e enquanto podem voltam às aulas, mesmo permanecendo muitos anos na mesma série. (ESTEBAN, 2001, p. 27).
É pertinente e necessário a escola ouvir os seus educandos para detectar qual a leitura que eles fazem dessa instituição, e, ainda, o professor pensar sobre sua prática pedagógica, os conteúdos disponibilizados são atrativos e significativos para os alunos?
O educando aprende quando de alguma forma esses conhecimentos tem um significado para ele, quando consegue interligar o que se aprende ao que já conhece. Trata-se de um processo de construção que exige pré-requisitos. O que leva a escola perceber que a aprendizagem implica em estabelecer um dialogo ente o conhecimento, o ser que ensina e o contexto cultural do aluno.
E necessário o professor planejar o conhecimentos significativos que possibilitem o dialogo com sua realidade aliada a uma postura pedagógica, pois, a intensidade do envolvimento nas aulas são fatores decisivos para aprendizagem do aluno.Desse modo, a escola necessita rever sua postura, como se organiza, como divide os tempos e espaços, e ainda, levar em conta a realidade e os anseios dos seus educandos.
Portanto, sugere-se que, educadores e educandos como sujeitos sócio-culturais que em convivência e na troca de experiências vão produzindo e elaborando uma cultura própria. Nesse sentido, a escola instituição dinâmica, deve valorizar a dimensão educativa para os objetivos explícitos da escola. E ainda, aprofundar o seu processo de humanização. O acesso ao conhecimento e as relações sociais, contribuindo para o desenvolvimento e aprimoramento dos sujeitos e de sua vida social.
REFERÊNCIAS
BOSSA, Nadia A. Fracasso escolar: um olhar psicopedagógico. Artmed, Porto Alegre, RS: 2002, Reimp. 2006
BRANDÂO, Carlos Rodrigues. A Educação como cultura. São Paulo: Brasiliense, 1986.
GOMES, Maria de Fátima Cardoso. (Org.) Dificuldades de aprendizagem na Alfabetização. Belo Horizonte: Autêntica, 2002.